Como Militares Ganharam Protagonismo Inédito No Brasil

04 May 2019 19:37
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<h1>Como Militares Ganharam Protagonismo In&eacute;dito No Brasil Desde A Redemocratiza&ccedil;&atilde;o</h1>

<p>Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, foi assassinada pela noite dessa quarta-feira (14), aos trinta e oito anos. Frente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o federal pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica, no Rio, ela ficou ainda mais em evid&ecirc;ncia e foi nomeada relatora da comiss&atilde;o de representa&ccedil;&atilde;o que acompanhar&aacute; tal a&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, antes Como Se Sair Bem Na Prova De Barro Branco? iniciasse este trabalho, foi morta a tiros.</p>

<p>Marielle deixa companheira, Monica Benicio, e filha, Luyara Santos. “N&atilde;o temos mais justo nem ao menos de lutar pelo direito &agrave; vida. Visto que &eacute; isto o que acontece: execu&ccedil;&atilde;o, queima de arquivo”, diz Marcia Jacinto, que era amiga pessoal de Marielle. Os trajetos de ambas se cruzaram em meio &agrave; &aacute;rdua guerra que Marcia travou contra a Justi&ccedil;a, para que os homens que mataram teu filho fossem julgados. A caminho do vel&oacute;rio da amiga, Marcia nos mostrou que ainda n&atilde;o havia conseguido incorporar mais essa perda, mais essa realiza&ccedil;&atilde;o de um dos seus. Sugest&otilde;es Dos Alunos Da Unip Para Ir Bem Nas Provas Minha amizade, meu estima e meu respeito pela Marielle ser&atilde;o eternos. ] e olhar ela”.</p>

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<li>Institui&ccedil;&atilde;o Maim&oacute;nides</li>
<li>Institui&ccedil;&atilde;o Federal de Vi&ccedil;osa (UFV)</li>
<li>07/07/2018 16h38 Atualizado h&aacute; 7 horas</li>
<li>9 Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH)</li>
<li>Carreira acad&ecirc;mica zoom_out_map</li>
</ul>

<p>Assim como que Marcia, a pol&iacute;cia tamb&eacute;m acredita que Marielle tenha sido executada, que ela estava marcada para morrer e n&atilde;o foi v&iacute;tima de um crime comum, desses gerados pela viol&ecirc;ncia crescente em nosso pa&iacute;s. A vereadora foi atingida com 5 tiros pela cabe&ccedil;a, todos mirados na sua dire&ccedil;&atilde;o. Como Estudar Para Concurso P&uacute;blico Com Pouco Tempo? , o motorista Anderson Pedro Gomes assim como acabou sendo morto, mas n&atilde;o era o alvo.</p>

<p>Em todo Brasil - e bem como no exterior - o assassinato de Marielle est&aacute; gerando como&ccedil;&atilde;o. Mesmo desta forma, na trincheira das m&iacute;dias sociais, a realidade &eacute; outra. As cinco Principais Diferen&ccedil;as todo lado ecoam coment&aacute;rios de &oacute;dio, descrevendo que a vereadora “ironicamente foi morta pelos bandidos que ela mesma defendia”. “As pessoas que pensam dessa forma querem o retrocesso do Brasil.</p>

<p>Retrocesso este que imediatamente est&aacute; acontecendo. A na&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; mais doente, ela neste momento est&aacute; agonizando. Mulheres negras improvavelmente ocupam cargos de poder e, tamb&eacute;m, Marielle defendia todos aqueles que n&atilde;o tinham voz, sem p&acirc;nico de fazer den&uacute;ncias. Por isso foi calada”, diz Leci Brand&atilde;o, deputada estadual de S&atilde;o Paulo, pelo PCdoB, e interessante ativista negra.</p>

<p>“UPP: a diminui&ccedil;&atilde;o da favela a tr&ecirc;s letras”, esse foi o t&iacute;tulo da disserta&ccedil;&atilde;o de Marielle no momento em que fez mestrado em Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica na Faculdade Federal Fluminense. Por comentar sem rodeios que as Unidades de Pol&iacute;cia Pacificadoras seriam ferramentas de um massacre nas favelas e por continuamente denunciar policiais truculentos, Marielle era tachada como defensora do crime. Entretanto o que a vereadora defendia era o encerramento do genoc&iacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o negra. E &eacute; realmente regular notabilizar que o Brasil est&aacute; diante de um genoc&iacute;dio?</p>

<p>Luciane Rocha, doutora em Antropologia Social e Estudos da Di&aacute;spora Africana pela Escola do Texas e pesquisadora de p&oacute;s-doutorado na Faculdade de Manchester, explica que sim. “Dizer que a popula&ccedil;&atilde;o negra vive um genoc&iacute;dio tem a enxergar com a hist&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o do Brasil e tem a acompanhar com uma an&aacute;lise da realidade atual.</p>

<p>A hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o do Brasil &eacute; anti-negra, anti-negritude. A Pol&iacute;cia Militar do Rio de Janeiro foi desenvolvida pra conter a massa da popula&ccedil;&atilde;o de escravos e ex-escravos para defender a Corte. O que n&oacute;s vemos ao longo dos anos &eacute; um refinamento, uma atualiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas que eram implementadas aos escravos e ex-escravos e que &eacute; utilizada at&eacute; os dias hoje”.</p>

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<p>Luciane atenta pro epis&oacute;dio de que o conceito de genoc&iacute;dio &eacute; pol&iacute;tico e anal&iacute;tico. “Mas numerosos pesquisadores sinalizam que, se n&oacute;s formos olhar os dados e as decorr&ecirc;ncias do que est&aacute; sendo implementado pelo Estado Brasileiro fornece pra ver de perto nitidamente que o alvo &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o negra”. Segundo Luciane, isso pode ser percebido n&atilde;o apenas em a&ccedil;&otilde;es que resultam em homic&iacute;dio, contudo assim como pela observa&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es como a da selvajaria obst&eacute;trica, por exemplo. Ao comentar das UPPs e denunciar a pol&iacute;cia, Marielle estava batalhando contra esse genoc&iacute;dio, n&atilde;o defendendo a impunidade de quem comete crimes.</p>

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